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30 de Maio de 2020
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    População em situação de rua solicita ajuda da Defensoria contra agressões físicas

    Defensoria Pública da Bahia
    há 9 anos

    A população em situação de rua da cidade do Salvador pede um basta para agressões físicas sofridas nas ruas. E a maioria dela admite: é agredida por policiais militares da capital. Por este preocupante motivo, uma reunião foi feita na tarde desta quinta-feira (03) envolvendo a Defensoria Pública do Estado da Bahia, o Comando Geral de Operações da Polícia Militar e o Movimento População de Rua. A intenção da reunião é fechar um acordo para que sejam feitas oficinas e palestras, a fim de sensibilizar os policiais sobre as condições das pessoas em situação de rua.

    A defensora pública Fabiana Almeida ressalta que várias pessoas em situação de rua relatam agressões físicas sofridas por policiais militares, e as denúncias devem ser encaminhadas para a Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão (Setad), que tem por competência proteger, zelar e criar ações para estas pessoas. "Essa questão é antiga e nós buscamos sempre trabalhar em prol dessas pessoas em situação de vulnerabilidade que merecem uma atenção maior", destacou Fabiana. "Nós vamos encaminhar um ofício para o Comando Geral de Operações da Polícia Militar e esperar que seja efetuado um cronograma de aperfeiçoamento sobre população de rua para os policiais militares", completou.

    De acordo com Maria Lúcia Pereira, coordenadora do Movimento População de Rua - Norte/Nordeste, os policiais militares precisam ter um conhecimento maior sobre o modo de vida das pessoas em situação de rua, fazendo saber que eles não são marginais. "Essas pessoas estão nas ruas, na maioria das situações, por que não tem condições de ter uma casa para morar. Eles não estão ali para roubar ou para fazer mal a quem quer que seja", explicou Lúcia.

    O comandante da Polícia Militar, Ronaldo Tosta, que também estava na reunião, falou que vai aguardar documento formal da Defensoria Pública para poder levar as informações para o batalhão e formar palestras de conscientização, mostrando aos policiais que a população de rua não é composta por marginais e merecem tratamento adequado e não desumano."O nosso batalhão não tem o porquê tratar essas pessoas como se fossem marginais. Não podem espancar, humilhar, nem agredir verbalmente", destacou o comandante.

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